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  • Essas são as duas letras para a próxima música. Soltas assim, sem melodia, não se parecem com muita coisa. São mais interessantes cantadas, mas aí estão. Coloquei também no youtube algumas semanas atrás um dos primeiros arranjos para essa mesma canção. / Those are the lyrics (portuguese and french) for the next song, among with an early arrangement that I posted on youtube a few weeks ago.

    Letra para a versão em português:

    Conversa e voz um tanto exibidas
    só pra ensinar
    uma lição perdida
    comovente olhar

    Jeito sem fim de gente iludida
    que vem desfilar
    discursa decidida
    sem muito pesar

    de boca arrependida
    eu quero adiantar:

    De tanto esquecer o mundo lá fora
    o dia comum de quem se esforça
    não viu outra vez essa linha torta
    que prende e desfaz em nossa porta.

    Pensa maior do que pode a vida
    manso e sem lugar
    memória distorcida
    sem muito pesar.

    Tem guardado a tristeza escondida
    não foi trabalhar.
    Aquela história antiga
    pena a se arrastar
    descansa envelhecida
    pelo nosso lar.

    Vamos mudar de vida agora
    e cortar de vez essa demora
    sabendo que não haverá volta
    é melhor viver de dúvida morta.

    --------------------------

    Letra para a versão em francês:

    D'où viennent ces gens
    qui trainent et nous suivent
    le long des couloirs?
    Qui rêvent dociles, paisibles
    même sans le savoir.

    Les idées floues, la voix euphorique,
    du matin au soir
    ils se transforment, habiles.
    Et sans rien y voir,
    ils nous exhibent, terribles,
    de si vieilles histoires.

    Faut les prevenir: oubliez ces promesses
    de confiance tranquille avant toute maladresse.
    Des conseils sensibles on en demande sans cesse
    jours perdus et vides quand l'espoir nous delaisse.

    Je leur dessine une ligne impossibe
    ils vont tous y croire
    ouvrir grand leurs pupilles
    profondement noires.

    Nos rêves sont comme ces formes invisibles:
    tragiques et ringards.
    On les voit libres, sublimes
    au fond des miroirs.
    Ils se faufilent et glissent
    entre nos memoires.


  • Essas são as duas letras para a próxima música. Soltas assim, sem melodia, não se parecem com muita coisa. São mais interessantes cantadas, mas aí estão. Coloquei também no youtube algumas semanas atrás um dos primeiros arranjos para essa mesma canção. / Those are the lyrics (portuguese and french) for the next song among with an early arrangement that I posted on youtube a few weeks ago.

    Letra para a versão em português:

    Conversa e voz um tanto exibidas
    só pra ensinar
    uma lição perdida
    comovente olhar

    Jeito sem fim de gente iludida
    que vem desfilar
    discursa decidida
    sem muito pesar

    de boca arrependida
    eu quero adiantar:

    De tanto esquecer o mundo lá fora
    o dia comum de quem se esforça
    não viu outra vez essa linha torta
    que prende e desfaz em nossa porta.

    Pensa maior do que pode a vida
    manso e sem lugar
    memória distorcida
    sem muito pesar.

    Tem guardado a tristeza escondida
    não foi trabalhar.
    Aquela história antiga
    pena a se arrastar
    descansa envelhecida
    pelo nosso lar.

    Vamos mudar de vida agora
    e cortar de vez essa demora
    sabendo que não haverá volta
    é melhor viver de dúvida morta.

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    Letra para a versão em francês:

    D'où viennent ces gens
    qui trainent et nous suivent
    le long des couloirs?
    Qui rêvent dociles, paisibles
    même sans le savoir.

    Les idées floues, la voix euphorique,
    du matin au soir
    ils se transforment, habiles.
    Et sans rien y voir,
    ils nous exhibent, terribles,
    de si vieilles histoires.

    Faut les prevenir: oubliez ces promesses
    de confiance tranquille avant toute maladresse.
    Des conseils sensibles on en demande sans cesse
    jours perdus et vides quand l'espoir nous delaisse.

    Je leur dessine une ligne impossibe
    ils vont tous y croire
    ouvrir grand leurs pupilles
    profondement noires.

    Nos rêves sont comme ces formes invisibles:
    tragiques et ringards.
    On les voit libres, sublimes
    au fond des miroirs.
    Ils se faufilent et glissent
    entre nos memoires.



  • Passo muito tempo procurando música nova pela internet. Por meio de blogs e amigos, sempre aparecem coisas boas e interessantes. É impossível não aparecer coisa boa no meio de tantos lançamentos. Às vezes são tantas novidades que desanima. São milhares de bandas, músicos profissionais e amadores, famosos e desconhecidos de todos os tipos querendo aparecer ao mesmo tempo. Eu faço parte deles, feliz ou infelizmente eu não sei.

    Esse mês eu já baixei CDs de muitas bandas (Neon indians, Bibio, Miike snow, The Noisettes, The Divine comedy). De algumas eu nunca tinha ouvido falar, de outras já conhecia trabalhos antigos, e de terceiras eu já esqueci o nome. Mesmo com tanto conteúdo inédito e de qualidade (algumas dessas bandas eu gostei muito) depois de uma ou duas semanas de escuta eu já quero coisa nova. De 50 músicas novas que escuto em um mês talvez duas ou três ainda ouço no mês seguinte. Daqui um ano então, praticamente nada.

    No meio dessas novidades todas, o que realmente ouvimos mais do que duas, três vezes? É tudo muito empolgante e inovador mas extremamente esquecível. Eu não sei, ultimamente, muito agradou e pouco impressionou. Eu sinceramente acho que se você tirar a produção das músicas que estamos acostumados a ouvir hoje em dia, não sobra muita coisa. Tudo não precisa ser pensado para ser eterno, mas ainda quero achar aquela faixa que continuarei escutando daqui dez anos.

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    I spend a lot of time looking for new music on the web. Through music blogs and friends recommendations there's always fresh and good music popping up. It's impossible not to, if you see the great amount of releases we have each month. Sometimes it's even too much, kind of depressing. There's thousand of bands, amateurs and professionals musicians, famous artists and unknows of all kind trying to show up at the same time. Fortunately or not, I'm one of them.

    This week I downloaded several news albums from artists like Neon indians, Bibio, Miike snow, The Noisettes and The Divine comedy. Some of this bands I'd never heard of, others I knew from older works, and others I don't even remember the name anymore. Even if I really enjoyed some of this bands, there's only one or two I'm still listening to a month later. Imagine how it will be in a year, I'll be listening to almost none...

    In this large amount of new music, wich ones do we listen more than just a few times? Wich ones do we listen for real? It's all interesting and exciting but at the same time absolutely forgettable. I don't know, lately, I've appreciate a lot of music but almost nothing impressed and touched me. If we take out from this songs all their production work and perfect sounds, we don't have much left. Not everything needs to be made to last forever, but I still want to find that song I'll be listening to ten years from now.
  • Onde posso arranjar um dia mais longo? Não consigo tempo para fazer tudo o que preciso (ou pelo menos penso que preciso).

    Terminar as letras das músicas novas. Fazer o arranjo das mesmas. Preparar minhas férias. Procurar pousadas na Argentina e no Chile. Ligar para o banco. Acompanhar notícias interessantes na Internet. Ir pro cinema. Ensaiar as músicas antigas. Escolher quais serão as músicas novas. Ligar para a minha namorada. Escrever no blog. Buscar o terno na lavanderia. Ajudar minha mãe. Achar um jeito de ganhar mais dinheiro. Marcar um chopp com os amigos. Começar o livro do Hemingway que queria ler. Ficar tocando violão (por prazer). Desenhar um pouco. Encontrar um jeito mais rápido de gravar. Sair com minha namorada. Falar com minha irmã. Descobrir onde posso fazer shows. Dormir mais cedo. Tomar um bom café da manhã. Tomar uma cerveja gelada. Não esquecer o que é mais importante.

    Acho que reclamaria se não tivesse nada para fazer também.

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    How can I make the day longer? I don't have time for all the things I want to do (or I think I want to do).

    Finish the lyrics for the new songs. Make the arrangement for this songs. Schedule my holidays. Search for hostels for my vacations in Argentina and Chile. Call my bank. Follow interesting news on the web. Go to the movies. Rehearsal old songs. Choose wich songs will be next. Call my girlfriend. Post on the blog. Pick up my suit at the drycleaner. Help my mother. Find a way to make more money. Drink with my friends. Call my girlfriend. Start the Hemingways' book I wanted to read. Play the guitar (for pleasure). Draw a little. Find a faster way to record. Talk to my sister. Find where I can schedule gigs. Sleep more. Have a great breakfast everymorning. Drink a cold one. Don't forget what really matters.

    I think I'll still be complaining if I had nothing to do.
  • Nesse último mês se ouviu falar muito dos Beatles, o que não é ruim, porque sempre vale a pena ouvir de novo. Foi isso que fiz, reouvi o albúm branco, Abbey Road e outros. Eu nunca tinha me dado conta do número enorme de músicas bobas que eles gravaram. Músicas leves, e principalmente sem pretensão. Ninguém nunca fez tantas músicas boas e bobas. E fiquei pensando sobre isso.

    Enquanto isso, um amigo meu me chamou para ver um show no Circo Voador do Sebastien Tellier, da turma do Air e outros eletrônicos franceses. Eu acabei não indo pro show mas baixei dois CDs do cara para conhecer. O albúm "Sexuality" tem algumas faixas incríveis, meio retrô e eletrônico, que fazem pensar em praia abandonada dos Estados Unidos nos anos 80. Bem leve e irônico. Gostei muito.

    Além disso, eu ouvi o novo CD Muse. Que inclui, uma reprise de Chopin (uma das mais famosas, linda e brega) e um final com três faixas sob o nome de "Symphony Exogenesis" (se não me engano). Isso sim é pretensão. Parece que a banda quer voar até a lua sobre cavalos brancos supersônicos, não sei, é muito exagero.

    Tudo isso pra dizer que quero tentar gravar música boba. A tendência que tenho é fazer melancolia e estou me forçando esses dias a produzir canções leves e sem pretensão. E isso está sendo interessante.

    - translation-

    Last month we heard a lot about The Beatles, not a bad thing, it's always a pleasure to listen to the classics again. That's what I did, listened to Abbey Road, the white album etc... It reminded me the great number of silly songs that they recorded. Light songs with no pretension. None band have ever recorded so much silly but good songs. For a few days I had this thought on my mind.

    Meanwhile, a friend of mine invited me to see a live concert of Sebatien Tellier, an electronic french musician with some things in common with Air and the french touch. Eventually I didn't get to the show, but I downloaded his album "Sexuality". It has some incredible tracks, kind of retro-eletro music. Made me imagine a lonely beach in the 80's U.S. A light record and kind of ironic too when it talks about girls, sex and beach coasts. I'm really enjoying this album.

    Along with that, I listened to Muse's new album. Wich features a Chopin's piece (one of the most famous themes, beautiful but still, corny) and a tree tracks long end by the name of "Symphony: exogenesis" (something like that). That's what I call being pretentious. I mean, I did enjoyed the album but it sounds like they wanna fly to the moon on hypersonic white horses, that's really too much.

    I'm writing all this just to say that I want to record silly songs. At least try it. I always lean to the melancholic side and I'm pushing myself to write light and unpretentious music. I find it quite interesting.
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