Biografia

Linkin Park é uma banda de rock alternativo, rock eletrônico formada em 1996, em Agoura Hills, California. A banda passou por várias evoluções em sua carreira de singles Rap Metal como Faint e hits country pop como Castle of Glass. Junto com Coldplay, Maroon 5, Nickelback e outras, Linkin Park figura entre as maiores bandas de rock do século XXI e é a primeira banda a atingir 1 bilhão de exibições no youtube.

Obtiveram sucesso em 2000 com o álbum de estreia, Hybrid Theory, certificado pela RIAA como disco de diamante em 2005, com mais de 19 milhões de cópias vendidas. O álbum seguinte, Meteora, fixou ainda mais o sucesso, alcançando o Topo da Billboard 200 em 2003, vendendo mais de 10 milhões. Em 2003, foram nomeados pela MTV2 a 6ª maior banda da era de videoclipes e a 3ª melhor do novo milénio.

Em meio a tudo isto, a banda foi seguindo por um extenso trabalho de caridades e de turnês em todo o mundo.

O 3º álbum de estúdio, Minutes to Midnight, atingiu o topo das paradas da Billboard e teve a 3ª melhor estreia na semana de qualquer outro álbum e foi o disco mais vendido no mundo em 2007. As vendas foram superiores a 7 milhões. O quarto álbum, A Thousand Suns, foi lançado oficialmente em 14 de setembro de 2010, e se tornou líder de vendas em mais de 15 países. Com vendas totalizadas em cerca de 3 milhões de cópias. Eles também são conhecidos por suas várias colaborações, mais notavelmente com o rapper Jay-Z, no álbum Collision Course, e muitos outros artistas em Reanimation, o álbum de remixes da banda.

Em 20 de junho de 2012 é lançado o quinto álbum de estúdio, chamado de Living Things. O mais novo trabalho mantém o sucesso de seus anteriores, alcançando o topo de várias paradas pelo mundo afora. Neste disco, a banda apostou na mistura de todos os álbuns anteriores, desta forma criando um ambiente confortável tanto para fãs atuais, como para os antigos.
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De ‘’Xero’’ a ‘’Heroes’‘:

Com cerca de quatro anos de idade, quando começou a estudar piano, Mike Shinoda nunca poderia imaginar o que o futuro reservava para ele.

Descendente de japoneses, Mike nasceu no condado de Los Angeles, Califórnia, em 1977. Suas aulas de piano – nas quais aprendeu técnicas de piano clássico, jazz e hip-hop – duraram doze anos. Três anos antes do fim delas, em 1990, Mike conheceu Mark Wakefield na escola onde estudava, a Agoura High School. Através de Mark, ele conheceu Brad Delson, que também estudava na mesma escola, e Rob Bourdon, que estudava em uma escola próxima. Na época, Mark, Brad e Rob faziam parte de uma banda de hardcore chamada “The Pricks”.

Mike e Brad se tornaram amigos, e passaram a escrever e gravar músicas misturando suas influências musicais – rock (Brad) e hip-hop (Mike) – em um pequeno estúdio que Mike armou em seu quarto.

Cerca de seis anos se passaram entre um experimento musical e outro e, aquilo que Mike e Brad haviam começado a fazer no estúdio improvisado por Mike, havia evoluído e tomado forma. Eles então convidaram Mark e Rob para se juntar a eles e, dessa forma, nasceu o Xero.

Nessa época, Mike foi para o Art Center College Of Art (ACCA) para estudar Ilustração e, Brad, para a University Of California estudar Comunicações. Na universidade, Brad conheceu Dave. Phoenix, como Dave é conhecido, era companheiro de quarto de Brad e tocava baixo em uma banda de hardcore cristão chamada Tasty Snax. Mike, por sua vez, conheceu Joe Hahn no ACCA. Joe estudava Ilustração e, por influência do hip-hop, havia aprendido técnicas de DJ.

Phoenix e Joe se juntaram ao Xero. Com as influências do hip-hop de Mike e Joe de um lado, e as influências do rock de Brad e Phoenix do outro, rock e hip-hop estavam, finalmente, prontos para colidir.

Os meninos do Xero passavam mais tempo escrevendo do que se apresentando. Eles passavam semanas trabalhando nas músicas, e costumavam fazer apenas um ou dois shows por mês. Os shows eram, na verdade, uma desculpa para fazer uma festa logo depois. No início, a idéia não era ir atrás de uma gravadora, mas quanto mais eles tocavam, mais percebiam que poderiam ter uma chance.

Em 1997, o Xero gravou seu primeiro demo – uma fita cassete com apenas quatro músicas. Eles enviaram cópias da fita a inúmeros A&R de gravadoras em Los Angeles, mas todos rejeitaram a banda rapidamente. Todos menos um.

Jeff Blue, que na época era A&R da gravadora Zomba Music, ouviu a fita o bastante para decidir manter contato. Nesse meio tempo, desanimado pelas recusas, Mark Wakefield começou a se distanciar e, pouco depois, deixou a banda.

Mike sabia que não poderia lidar sozinho com os vocais. Ele então deu algumas cópias da fita demo para Jeff Blue e para alguns outros conhecidos, para que eles as enviassem na esperança de encontrar um substituto para Mark.

Longe dali, em Phoenix, Arizona, estava alguém que, assim como Mike Shinoda aos quatro anos de idade, nunca poderia imaginar o que o futuro reservava para ele.

Chester Bennington tinha 15 anos quando foi convidado para se juntar à banda “Sean Dowdell and his Friends” que, pouco depois, passou a se chamar “Grey Daze”. A relação que ele tinha com os membros do Grey Daze fez com que ele sentisse uma conexão com alguém pela primeira vez na vida. Dos 7 aos 13 anos de idade, Chester foi molestado por um amigo mais velho. Dois anos antes do fim dos abusos, seus pais se separaram, e seu pai ficou com sua custódia. Seu irmão mais velho e uma de suas irmãs já haviam se mudado na época, e a outra irmã nunca estava por perto.

Sem ter ninguém com quem contar, e com medo do que as pessoas iriam pensar, Chester nunca disse nada a ninguém. Segundo ele, a única coisa que ele tinha vontade de fazer era matar a todos e depois fugir. No lugar disso, ele desenhou quadros e escreveu poesia.

O Grey Daze conquistou seu espaço no Arizona, e chegou a colocar duas músicas na rádio. Eles abriam os shows de todas as bandas nacionais que iam se apresentar no Estado.

Apesar disso, sete anos depois da entrada de Chester na banda, o Grey Daze acabou. Aos 22 anos, Chester estava casado e trabalhando em uma firma de serviços digitais. Seu aniversário de 23 anos mudaria sua vida.

Chester atendeu o telefone no dia 20 de março de 1999, sexta-feira, no meio da festa surpresa do seu 23º aniversário. Era Jeff Blue.

“Eu vou te dar sua grande chance. Eu tenho uma ótima banda pra você. Vou te enviar uma demo pelo correio”, disse Blue.

O A&R da Zomba Music contou ainda que a banda fazia uma mistura de rock com hip-hop. Apesar de não ter muito interesse por hip-hop, Chester pediu que Jeff enviasse a fita mesmo assim.

Ele e sua esposa, Samantha, sabiam que sua vez havia chegado. “É isso. Essa é a banda. Vai acontecer”, eles disseram quando a fita chegou no dia seguinte à ligação de Jeff. Chester, então, ligou para o estúdio de um amigo e pediu algumas horas para gravar.

Domingo, um dia depois de receber a fita, Chester ligou para Blue e disse que estava pronto. Blue riu, e então disse a Chester que ele precisava gravar os vocais e mandar a fita de volta pelo correio antes de qualquer coisa. Impaciente, Chester colocou colocou a fita para tocar pelo telefone e então perguntou:

“Está bom o suficiente para você?”.

“Quando você pode estar aqui?”, respondeu o já convencido Jeff Blue.

“Eu tenho um ticket de loteria premiado aqui”. Foi o que Chester disse aos amigos quando, no dia seguinte, deixou sua esposa e partiu para a Califórnia com apenas algumas mudas de roupa. Às 9h do dia 23 de março de 1999, ele estava na escadaria da Zomba Music, em Los Angeles, esperando as portas abrirem.

Apesar de Jeff Blue acreditar que Chester era a pessoa ideal para completar a banda, os meninos do Xero tinham outros planos. Eles haviam agendado uma audição com outros cantores. Não queriam simplesmente entregar a vaga para Bennington.

Chester tocava com a banda entre um e outro cantor que vinha para a audição. Com o Grey Daze, ele havia gravado dois discos e alcançado um sucesso considerável. Ele pensava ser “grande coisa”. Pensava estar fazendo um favor àquela banda e, os meninos do Xero, por sua vez, olhavam para ele como se ele fosse apenas um dos candidatos à vaga. Chester contemplou a idéia de mandá-los a merda.

Não precisou. A vaga era dele e, com sua entrada, a banda passou a se chamar Hybrid Theory.

Daí pra frente, eles começaram a trabalhar duro nas suas músicas. Brad e Mike trabalhavam primeiro nos arranjos, e então Mike se juntava ao Chester para escrever as letras. Muitas delas eram reflexo da infância dolorosa de Chester. Foi dessa forma, escrevendo, que Mike e Chester passaram a se conhecer de verdade, e foi assim que Chester contou sobre os abusos que havia sofrido. “Foi uma maneira estranha de nos conhecermos, mas foi assim que aconteceu”, Mike conta.

Chester era um sem-teto em Los Angeles. Ele tinha uma casa, mas em Phoenix. Por conta disso, ele foi forçado a dormir nos sofás dos seus novos companheiros de banda, no seu carro e no estúdio onde ensaiavam.

“Foi duro. Eu estava infeliz. A única coisa que me fez continuar foi saber que tinhamos algo especial acontecendo. Eu sabia que essa era a banda”, Chester conta.

Mike, por vezes, também dormia no estúdio. Ele frequentava às aulas no ACCA das 9h até as 16h. Depois disso, fazia seus trabalhos de casa – seis horas diárias, normalmente – e então ia para o estúdio. O estúdio, por sua vez, trancava suas portas das 2h até as 8h. Nesse intervalo, ninguém podia entrar ou sair de lá. Mike então levava sua escova de dentes e um travesseiro, trabalhava a noite toda e dormia algumas horas antes de o estúdio abrir para que ele pudesse sair e começar tudo de novo.

Em 1999, a banda escreveu uma lista de metas que gostaria de alcançar. Phoenix queria uma carreira na música; Chester, um disco de ouro; e Mike, um Grammy.

Foi nessa época que a eles começaram a utilizar aquela que acabou por se tornar uma de suas principais ferramentas de divulgação: a internet. Quando não estavam trabalhando nas músicas, eles postavam mp3′s no site da banda e conversavam com as pessoas – às vezes com mais de 5 por vez. Apesar das respostas positivas vindas dos contatos na internet, a banda não conseguia deixar nenhuma gravadora interessada.

Jeff Blue entrou em cena mais uma vez: ele ofereceu um contrato de desenvolvimento para o grupo, em nome da Zomba Music. Graças a isso, o Hybrid Theory conseguiu gravar seu primeiro EP, com seis faixas.

Eles fizeram mais de 50 showcases para membros de gravadoras e foram rejeitados por todos múltiplas vezes, até que Blue foi contratado para ser A&R da Warner Brothers. O Hybrid Theory foi a primeira banda com quem ele assinou um contrato em seu novo cargo.

A banda comemorou o contrato com a gravadora no restaurante Hooters. Na noite seguinte, foram comemorar no House of Pies.

Apesar do contrato assinado, nem tudo eram flores. O então chefe de A&R da Warner Brothers, David Kahne, odiava a banda.

O primeiro problema foi o nome. Havia uma outra banda com quem a Warner havia assinado um contrato recentemente cujo nome era “Hybrid”. Essa banda supostamente seria o próximo grande “estouro” da gravadora. Isso forçou o Hybrid Theory a mudar seu nome. Chester sugeriu “Lincoln Park” (na época, nome de um bairro em Santa Monica, Califórnia – hoje em dia o lugar passou a se chamar “Christine Emerson Reed Park”), mas o domínio lincolnpark.com já havia sido registrado. Eles então mudaram a forma com que o nome era escrito, para a forma como ele soava. Assim originou-se o nome definitivo da banda: Linkin Park.

O próximo problema eram as músicas. Quando eles começaram o trabalho de pré-produção do disco, com Don Gilmore, o produtor disse que não gostava de nenhuma das músicas, salvo duas delas: “Points of Authority” e “With You”.

Eles praticamente tiveram que escrever um novo disco em dois meses. E assim foi feito.

A banda ficou na casa de Mike e reescreveu o disco, mas os problemas não pararam por aí. Membros da gravadora vieram ao estúdio onde a banda estava gravando.

“Chester, você sabe que você é a estrela, você é incrível. Essa deveria ser a sua banda. Precisamos nos livrar do Mike ou fazer com que ele apenas toque teclado”, disse um dos membros da gravadora.

“Vá se foder! Você está falando sério? Eu acabei de entrar para a banda e você está me dizendo para começar uma campanha contra o cara que escreve toda a música? Essa é a banda dele. Se ele pudesse cantar, eu não teria um trabalho. Qual é o seu problema, seu idiota?”, respondeu Chester.

Depois disso, a gravadora quis trazer um outro rapper. Um cantor de reggae chamado Matt Lyons. Como se não bastasse, eles disseram para o Mike cantar como Fred Durst, do Limp Bizkit.

A banda decidiu então cortar a comunicação com a gravadora, a não ser que ela fosse absolutamente necessária. Eles brigaram e, basicamente, disseram a todos que eles iriam fazer aquilo sozinhos e do jeito deles, e que se a gravadora não estivesse satisfeita com esses termos, que quebrassem o contrato.

A banda assumiu o risco, e venceu.

Em 23 de outubro de 2000, a banda estava no Estado de Washington, perto de Seattle. Seu primeiro disco seria lançado no dia seguinte e, graças ao apoio da Warner, seu primeiro single, One Step Closer, já voava alto nas ondas do rádio.

Phoenix, que perdeu o processo de gravação do disco por ter deixado a banda temporariamente para cumprir alguns compromissos com sua banda antiga, Tasty Snax, estava de volta. Eles estacionaram o carro do lado de fora de uma loja de discos 24h para esperar a meia noite e, assim, comprar a primeira cópia do seu próprio disco. Não por acaso, começaram a sonhar a respeito de quanto o disco iria vender na primeira semana após o lançamento. “Eu pensei que seria demais se vendesse 3.000 cópias”, disse Phoenix. “Eu pensei que esse era um bom palpite, mas Chester disse que ele achava que venderia 8.000 cópias. Minha primeira reação a isso foi pânico. Você tem que ter expectativas altas, mas não pode ser burro”, ele completou.

Ambos erraram por muito: no final da primeira semana, o disco havia vendido 47.000 cópias e, seis semanas depois do lançamento, o álbum – entitulado Hybrid Theory – alcançou a marca de 500.000 cópias vendidas.

A banda seguiu o inverno em torno do globo por quase todo o ano. Estava sempre nevando ou chovendo em todos os lugares onde iam e eles estavam começando a ficar esgotados, física e emocionalmente.

Isso aliado à solidão e à depressão causadas pela turnê, fizeram com que Chester voltasse a beber demais e a fumar maconha. Ele nunca fazia um show completamente sóbrio. Isso segregou ele do resto da banda. Quando viu que aquilo estava o derrubando, Chester pediu ajuda ao resto do grupo e foi atendido.

Em 2002, a agenda da banda ficou mais sossegada e eles finalmente puderam descançar depois de 324 shows em 365 dias. Hybrid Theory, o disco de estréia da banda, foi nomeado em três categorias do Grammy – entre elas a de “Melhor disco de rock” – e venceu em uma delas, a de “Melhor Performance de Hard Rock”, com a música “Crawling”.

Durante seu precioso tempo de descanço, Mike remixou todas as músicas do Hybrid Theory e mais duas outras para o segundo álbum da banda, o Reanimation – que conta com contribuições de nomes como Black Thought, Jonathan Davis (Korn), Stephen Carpenter (Deftones) e Aaron Lewis (Staind).

O disco foi extremamente criticado pela mídia, que chamou o projeto de caça-níquel, mas foi sucesso de crítica em um outro universo: o do hip-hop.

Não muito depois do lançamento de Reanimation, a banda voltou pro estúdio para gravar seu segundo disco de inéditas, novamente com Don Gilmore na produção.

Com o sucesso incomparável do primeiro disco, havia muita pressão em torno do segundo álbum da banda. Dificilmente seria possível para eles repetir o feito de Hybrid Theory. Apesar disso, o lançamento de Meteora, em 2003, foi um sucesso tanto comercial quanto de crítica. Com o novo disco nas lojas, a banda iniciou uma turnê mundial que só terminou no segundo semestre de 2004, com um show esgotado no Brasil – o primeiro e único show deles na América do Sul.

Dessa turnê se originou o quarto disco da banda. Ainda em 2003, durante a turnê Summer Sanitarium – encabeçada pelo Metallica – o Linkin Park gravou e lançou um CD/DVD ao vivo. O disco, entitulado “Live in Texas”, foi gravado em dois diferentes shows da turnê: um em Houston e outro em Irving.

Depois do fim da turnê mundial, em 2004, Chester voltou a vagar por maus caminhos por conta do seu casamento que já não estava mais dando certo e pelo fato de estar bebendo cada vez mais novamente.

Mais uma vez, ele pediu ajuda para os amigos da banda e foi atendido. Voltou a ficar sóbrio, se divorciou e casou-se novamente. Nessa fase, Chester se abriu emocionalmente com a banda e foi forçado a examinar seu comportamento nos últimos anos. Ele desabou frente aos companheiros de banda.

Desde então, ele tem feito de tudo para continuar sóbrio. Segundo ele, isso fez uma grande diferença na relação dele com o resto do grupo. “Todos nós passamos tempo juntos agora porque eles realmente querem estar perto de mim. Isso é muito importante pra mim”.

Nessa época, a banda surpreendeu a todos com um projeto surpresa: o lançamento de mais um CD/DVD. Tudo começou no primeiro semestre de 2004, quando a MTV americana procurou o rapper Jay-Z, que na época havia acabado de anunciar sua aposentadoria, e perguntou com quem ele gostaria de gravar um mash-up. A convite dele, o Linkin Park se juntou ao projeto e, juntos, eles gravaram um mash-up com seis músicas, chamado Collision Course.

Depois do período de composição e gravação das músicas, Jay-Z se juntou ao Linkin Park em um show no The Roxy, em Los Angeles, para tocar as músicas do disco. Essa apresentação foi filmada pela MTV americana para um especial de televisão – o MTV Ultimate Mash-Ups – e lançada junto com o disco em um DVD. Mais uma vez a banda foi duramente criticada pela mídia e acusada de fazer projetos caça-níqueis. Collision Course, no entanto, rendeu a eles mais um Grammy: o de “Melhor Colaboração de Rap”, com a música “Numb/Encore”.

Depois de quase cinco anos gravando e fazendo turnê sem pausa, a banda decidiu parar para descançar antes de voltar para o estúdio e gravar um novo disco. O Linkin Park não lançaria mais nada até o primeiro semestre de 2007.

No início de 2005, a banda fundou a organização Music For Relief, originalmente para dar suporte às vítimas do tsunami que atingiu o sul da Ásia no dia 26 de dezembro de 2004. Atualmente, a missão do Music For Relief é ajudar as vítimas de desastres naturais a se recuperarem, reconstruindo casas e investindo em programas de educação e em recursos. Além disso, a organização trabalha no sentido de difundir conhecimento sobre o aquecimento global, suas consequências e como combatê-lo.

O ano de 2005 também foi marcado pelo trabalho dos integrantes da banda em projetos paralelos. Mike Shinoda gravou e lançou o primeiro disco do seu projeto solo, o Fort Minor – o disco se chama “The Rising Tied”; Joe Hahn filmou e dirigiu um curta-metragem, entitulado The Seed; e Chester Bennington começou a trabalhar no seu primeiro disco solo, previsto para ser lançado em 2009. O projeto já tem nome: Dead By Sunrise. O título do disco ainda não foi anunciado.

Ainda em 2005, o Linkin Park reivindicou o fim do seu contrato com a Warner Brothers. De acordo com o comunicado oficial da banda, eles estavam preocupados com os novos rumos da gravadora, que havia trocado de dono e com o fato de que, naqueles termos, a gravadora talvez não estivesse forte o suficiente para divulgar o próximo disco da banda. No fim do mesmo ano, no entanto, a banda e a gravadora entraram em um acordo. A Warner pagou uma quantia estimada em $15 milhões de dólares ($34 milhões de reais na época) antecipadamente por aquele que seria o próximo álbum da banda. O contrato também aumentou os royalties da banda para cerca de 20%, o que coloca o grupo perto do mais alto escalão nessa categoria.

Depois disso tudo, chegou a hora de voltar ao trabalho.

Depois de anunciar e postergar muitas datas de lançamento, o terceiro disco de inéditas do Linkin Park finalmente chegou às lojas do mundo todo no dia 14 de maio de 2007. A nova atmosfera no relacionamento do Linkin Park, após a recaída de Chester no fim da turnê de 2004, trouxe à banda uma criatividade renovada. Apesar do lento e complicado processo de produção do disco, uma nova banda surgiu disso tudo. Uma banda livre para compor o que gosta.

Mesmo com óbvia tentação de repetir a fórmula dos primeiros dois discos, a banda se reinventou. “Minutes to Midnight” apresentou ao mundo um novo Linkin Park, bastante diferente do antigo, mas com a integridade da sua essência intocada.

O disco fechou o ano de 2007 no topo em 28 dos países onde foi lançado e ajudou a elevar o número total de vendas da banda para mais de 45 milhões de cópias, o que faz deles o grupo de maior vendagem deste milênio.

Minutes to Midnight dividiu opiniões, fez a banda ganhar novos fãs e – por que não? – abriu a cabeça de muitos dos fãs antigos para a nova sonoridade do grupo. Uma grande turnê mundial promoveu o Minutes do Midnight, entre abril de 2007 e a segunda metade de 2009. Esse ano também marcou o lançamento do projeto solo de Chester Bennington, Dead by Sunrise. A banda tocou em alguns shows do Linkin Park e teve shows próprios.

O A Thousand Suns, grande divisor de águas da história da banda, chegou em 2010 polarizando os fãs antigos, e ganhando muitos novos. A turnê mundial passou pelo Brasil logo no começo e continuou até setembro do ano seguinte.

Com o próximo disco, Living Things, a banda promete voltar ao básico: produzir músicas que são um híbrido entre o gosto musical dos seis integrantes, mas temperado com os anos de experiência.

Hoje, as metas com as quais a banda sonhava em 1999 já foram alcançadas. O Linkin Park é a mais importante banda no cenário musical contemporâneo e se tornou um abre alas do rock moderno, além de ser mais popular do que qualquer outro artista no mundo.

Editado por Refractory_ em Jul 18 2013, 21h36

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