Lyla_Molko

Marília Martins, 27, Feminino, Brasil
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  • filipeavelar

    Caramba, assisti o relatos, que sincronicidade do caralho (desculpe o palavrão hahah) com o avião que chocou nos alpes, noh, sociedade nua e crua, curti demais também! Não tô vendo muita coisa ultimamente, mas vi um e lembrei que tu curtiu Chihiro, veja Princesa mononoke, do studio ghibli também, gostei muito. Ou, Krishnamurti é leitura de todo dia, me deu uma percepção de mundo diferente da que eu estava condicionado, minha vida é outra hoje muito por conta dele. Quem achou ele foi a Helena Blavatsky, a mesma que influenciou Kandinsky, o introdutor da abstração no campo das artes visuais, segundo a wikipédia. Tá rolando mostra no museu do banco do brasil, recomendo também! Hahaha

    22 Abr 22h30 Responder
  • filipeavelar

    Hey! Consegui ver o Tyrannosaur e curti muito, profundo pra caramba e muita sincronia com o que estou lendo atualmente, krishnamurti, entre ego e outras coisas ele fala sobre a fuga do sofrimento e do medo que a gente sempre está condicionado a fazer. O Relatos selvagens quando eu conseguir ver te falo! Até mais e obrigado pela indicação!

    9 Abr 0h23 Responder
  • filipeavelar

    Ou, verei os dois e te falo que que achei, feriado vou ficar em casa dormindo e descansando, aí vou ter um tempinho.

    2 Abr 2h05 Responder
  • filipeavelar

    E aí! Bom demais e tu aí? Poh, consegui ver foi no popcorn time, perdi quando tava em exibição no cinema. Filmaço, senti todo o gosto amargo dele e depois no fim, putz, a redenção. Achei incrível, e outro filme muito bom do Simmons relacionado a música, massa ele ter ganhado o oscar. Naquela cena que ele toca piano, tu reparou se mostrava as mãos dele tocando? Quero ver se ele toca mesmo, vou até procurar. E esse não vi, vou procurar ver, suas indicações nem falham haha

    31 Mar 0h50 Responder
  • filipeavelar

    Ou, viu whiplash?

    29 Mar 15h17 Responder

Sobre mim

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo [...]

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada. [...]


(CAMPOS; Álvaro de. "Tabacaria")